O aumento progressivo da prevalência da diabetes mellitus tipo 2, assim como a coexistência de diversos mecanismos fisiopatológicos associados, determinaram a necessidade de desenvolver novas armas terapêuticas.
Os agonistas dos recetores de GLP-1 (Glucagon-like peptide-1) constituem uma das classes terapêuticas atualmente mais utilizadas no tratamento da diabetes mellitus tipo 2, em doentes com excesso de peso ou obesidade.
O que são os agonistas dos recetores de GLP-1
Os agonistas dos recetores de GLP-1 atuam através da redução da secreção do glucagon e da gluconeogénese hepática, melhorando a sensibilidade à insulina. Promovem também o atraso do esvaziamento gástrico, o que contribui para o aumento da sensação de saciedade e diminuição do apetite, com consequente redução do peso corporal.
Assim, de acordo com as orientações da Associação Americana de Diabetes de 2023, este tipo de tratamento da diabetes deve ser considerado como opção de primeira linha, juntamente com medidas de estilo de vida, em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e índice de massa corporal superior a 27 kg por metro quadrado.
Atualmente, estão disponíveis em Portugal 4 opções farmacológicas desta classe terapêutica, na forma de solução injetável: o liraglutido (de administração diária), assim como o exenatido, o dulaglutido e o semaglutido (de administração semanal).
Apesar dos excelentes resultados obtidos com estes medicamentos, novos fármacos pertencentes a esta classe têm vindo a ser desenvolvidos, prometendo resultados superiores no que respeita ao controlo glicémico, metabólico e ponderal, pelo que poderão contribuir para uma melhoria no tratamento da diabetes e das comorbilidades associadas, assim como para uma otimização da qualidade de vida dos doentes.
Dr.ª Diana Martins
Endocrinologista da Clínica de Endocrinologia, Diabetes e Nutrição do Hospital Cruz Vermelha
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