A monitorização da glicemia desempenha um papel crucial no controlo da diabetes ao proporcionar maior conhecimento pessoal sobre a doença e ao permitir a prevenção de complicações e ajustes personalizados da terapêutica.
Existem duas formas comuns de monitorização: a glicemia capilar e a glicose intersticial.
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Glicemia capilar
A glicemia capilar envolve a utilização de um glucómetro (medidor de glicose no sangue); lanceta para obter uma pequena amostra de sangue, geralmente a partir da ponta do dedo; e uma tira-teste onde é colocada a gota de sangue.
A medição pode ser feita várias vezes ao longo do dia, especialmente antes e após as refeições.
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Glicose intersticial (monitorização contínua da glicose)
A monitorização contínua da glicose (CGM) é uma abordagem mais avançada que envolve a utilização de um pequeno sensor subcutâneo para monitorizar os níveis de glicose intersticial.
O sensor é inserido sob a pele para medir continuamente os níveis de glicose intersticial, sendo os dados transmitidos para um dispositivo recetor ou para o smartphone do utilizador.
Comparativamente à glicemia capilar, este tipo de monitorização tem a vantagem de fornecer informações em tempo real, ajudando a entender padrões e tendências, podendo ainda ser configurados alarmes para notificação sobre níveis de glicose elevados ou baixos.
A escolha do tipo de monitorização depende das necessidades individuais de cada pessoa com diabetes. Da mesma forma, os alvos de glicémia devem ser estabelecidos pelo médico, de acordo com o perfil de cada doente.
O autocontrolo é fundamental na gestão da diabetes, permitindo que as pessoas com esta doença desempenhem um papel ativo no cuidado da sua saúde.
Dr.ª Sara Amaral
Endocrinologista da Clínica de Endocrinologia, Diabetes e Nutrição do Hospital Cruz Vermelha
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